Politica
MpD diz que acusação contra o primeiro-ministro compromete legitimidade do Governo e pede audiência urgente ao PR

O MpD considerou hoje que a acusação do Ministério Público contra o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, compromete a legitimidade política e ética do Governo e solicitou uma audiência urgente ao Presidente da República para analisar a situação.
De acordo com um comunicado da Comissão Política do Movimento para a Democracia (MpD), reunida hoje para analisar a situação política decorrente da acusação do Ministério Público, o partido considerou que a acusação deduzida contra o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, e outros titulares de cargos políticos criou uma “situação grave” no País.
O MpD, acrescenta a nota, concluiu que a situação é “preocupante”, sustentando que a legitimidade política e ética do actual Governo está “irremediavelmente posta em causa” e que a imagem interna, externa e institucional de Cabo Verde ficou comprometida.
O partido defendeu igualmente que toda a sociedade política deve interessar-se e envolver-se na procura de soluções que permitam o regresso à normalidade democrática e republicana.
Segundo o comunicado, a reunião definiu ainda uma agenda específica, sob responsabilidade do presidente interino do partido, cujos conteúdos serão apresentados oportunamente aos órgãos de comunicação social.
No âmbito dessa agenda, o MpD informou que entregou ao Presidente da República, José Maria Neves, um pedido de audiência, com carácter de urgência, para que uma delegação do partido possa manifestar as suas preocupações e analisar conjuntamente a situação política.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou hoje que o Ministério Público encerrou a fase de instrução e deduziu acusação contra quatro arguidos no âmbito de um processo relacionado com a Câmara Municipal da Praia.
Segundo o comunicado da PGR, o Ministério Público acusou quatro arguidos, incluindo o antigo presidente da Câmara Municipal da Praia e actual primeiro-ministro, Francisco Carvalho, e três vereadores, por alegados ilícitos criminais relacionados com factos ocorridos entre 2020 e 2024.
A PGR informou ainda que o Ministério Público deduziu um pedido de indemnização civil, em representação do Estado de Cabo Verde e do Município da Praia, requerendo a condenação solidária dos quatro arguidos no pagamento de 40.872.579 escudos, acrescido de juros legais.
Fonte: Inforpress
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